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Parentalidade consciente ou Suficientemente bom?

Parentalidade consciente: O trabalho é em você, não na criança. Suficientemente bom: Imperfeito com regularidade, de propósito.

Parentalidade consciente e Suficientemente bom diferem mais em “elogios e recompensas”, “comportamento ou sentimento” e “fôlego”. Elas concordam, mais do que a maioria das pessoas imagina, em “risco”, “resposta ao choro e à aflição” e “de onde vem a orientação”. Nenhuma das duas é a correta. A seguir, o que cada uma pede de quem cuida, e onde a diferença aparece de verdade numa terça-feira qualquer.

A ideia é que quase tudo a que quem cuida reage é o próprio passado chegando na hora certa, e que a criança não é o problema a ser resolvido. Em vez de uma técnica para o comportamento da criança, oferece uma prática para a reação do adulto: perceber o gatilho, nomear de onde ele vem e responder ao que está de fato à sua frente. As expectativas sobre quem a criança deveria se tornar são tratadas como aquilo que se deve soltar.

O que ela pede de você

  • Autoconhecimento de verdade, contínuo e não ocasional
  • Abrir mão da ambição de formar um tipo específico de adulto
  • Aceitar que isto oferece muito pouco para fazer enquanto a criança está batendo no irmão agora mesmo
  • Algum apoio para você, porque a abordagem pede muito de quem cuida

A afirmação de Winnicott era que a mãe ou o pai suficientemente bom serve melhor a criança do que o perfeito. A falha comum, em doses pequenas que a criança aguenta, é como ela aprende que o mundo não se organiza em volta dela. Na prática, é a abordagem menos doutrinária aqui: você pega o que funciona, não segue um sistema, e aceita que boa parte do que faz vai ser mediano. Isso é o projeto, não a falha.

O que ela pede de você

  • Abrir mão da ideia de que existe um método que você não está conseguindo seguir
  • Estabilidade suficiente para a imperfeição parecer comum, e não assustadora
  • Aguentar outras famílias que têm muita certeza
  • Perceber quando o suficientemente bom virou, sem alarde, insuficiente, algo que nada na posição aponta para você
Lado a lado

Onde elas diferem

Parentalidade consciente é o marcador cheio, Suficientemente bom o vazado. A maior diferença primeiro.

D4Elogios e recompensas
descrever o que está alielogiar e recompensar à vontade

Parentalidade consciente se inclina para “descrever o que está ali”; Suficientemente bom fica no meio.

R2Comportamento ou sentimento
o que a criança fezo que está por trás disso

Parentalidade consciente se inclina claramente para “o que está por trás disso”; Suficientemente bom fica no meio.

C2Fôlegoo que a sua vida permite
funcionar no limiteter espaço para isso

Parentalidade consciente se inclina para “ter espaço para isso”; Suficientemente bom se inclina um pouco para “funcionar no limite”.

D3Consequências
nenhuma consequência impostaa mesma consequência, toda vez

Parentalidade consciente se inclina para “nenhuma consequência imposta”; Suficientemente bom fica no meio.

A3Expectativa
o ritmo da criança, sem pressãoexpectativas altas, e cobrança

Parentalidade consciente se inclina claramente para “o ritmo da criança, sem pressão”; Suficientemente bom se inclina um pouco para “o ritmo da criança, sem pressão”.

G2As necessidades de quem contam
as necessidades da criança primeiro, sempreos adultos da casa também contam

Parentalidade consciente fica no meio; Suficientemente bom se inclina para “os adultos da casa também contam”.

D2A palavra final
chegar a um acordo com a criançaos adultos definem e explicam

Parentalidade consciente se inclina para “chegar a um acordo com a criança”; Suficientemente bom fica no meio.

Onde elas concordam

Normalmente em mais coisas do que a discussão entre elas sugere.

  • Risco. As duas ficam no meio.
  • Resposta ao choro e à aflição. As duas se inclinam um pouco para “acudir e acalmar na hora”.
  • De onde vem a orientação. As duas se inclinam para “instinto e observação”.
  • A constância possível. As duas se inclinam um pouco para “varia — conforme o dia e quem está de plantão”.
  • Proximidade física. As duas ficam no meio.
  • Fazer sozinho. As duas se inclinam um pouco para “deixar fazer mal feito, desde cedo”.
  • O quanto a semana é cheia. As duas se inclinam para “tempo livre, tédio não é problema”.
Perguntas frequentes

Parentalidade consciente ou Suficientemente bom: o que as pessoas perguntam

Parentalidade consciente é melhor que Suficientemente bom?
Nenhuma das duas é a correta. Parentalidade consciente e Suficientemente bom funcionam para as famílias com que combinam. Qual combina depende do que você valoriza e do que sua semana permite, e nada aqui vai dizer qual dessas coisas você deveria querer.
Qual é a principal diferença entre Parentalidade consciente e Suficientemente bom?
Elas diferem mais em “elogios e recompensas”, “comportamento ou sentimento” e “fôlego”. Concordam em “risco”, “resposta ao choro e à aflição” e “de onde vem a orientação”.
Qual pede mais de quem cuida: Parentalidade consciente ou Suficientemente bom?
Parentalidade consciente pede mais em “fôlego”. Isso é sobre encaixe, não sobre fazer errado: uma abordagem que pede mais do que sua semana tem é a que para de funcionar depois de quinze dias.

Nenhuma das duas é a correta

Qual combina depende do que você valoriza e do que a sua semana permite. A segunda parte é a que ninguém escreve. As perguntas consideram as duas.

Veja qual você já usa