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Parentalidade gentil ou Suficientemente bom?

Parentalidade gentil: Conexão antes da correção, e nunca pelo medo. Suficientemente bom: Imperfeito com regularidade, de propósito.

A diferença entre Parentalidade gentil e Suficientemente bom está quase toda em um ponto: “as necessidades de quem contam”. Parentalidade gentil se inclina para “as necessidades da criança primeiro, sempre”; Suficientemente bom se inclina para “os adultos da casa também contam”. Elas concordam, mais do que a maioria das pessoas imagina, em “estrutura”, “o quanto a semana é cheia” e “fazer sozinho”. Nenhuma das duas é a correta. A seguir, o que cada uma pede de quem cuida, e onde a diferença aparece de verdade numa terça-feira qualquer.

O comportamento é um sinal, e é ao sinal que você responde. Castigo está fora de cogitação, não como tática, mas como compromisso. O que entra no lugar é ficar perto enquanto a criança está no seu pior momento. É a abordagem mais visível da última década e a menos definida: os livros dela concordam totalmente sobre castigo e discordam entre si sobre quase todo o resto, e é por isso que esta abordagem deixa tanta margem em tantos pontos.

O que ela pede de você

  • Acalmar a si mesmo primeiro, no momento em que menos se quer
  • Aceitar que o mesmo limite vai ser testado muito mais vezes do que em outras abordagens
  • Muito tempo. A conexão é mais lenta do que uma consequência
  • Resistir à versão que circula na internet, que não tem limite nenhum

A afirmação de Winnicott era que a mãe ou o pai suficientemente bom serve melhor a criança do que o perfeito. A falha comum, em doses pequenas que a criança aguenta, é como ela aprende que o mundo não se organiza em volta dela. Na prática, é a abordagem menos doutrinária aqui: você pega o que funciona, não segue um sistema, e aceita que boa parte do que faz vai ser mediano. Isso é o projeto, não a falha.

O que ela pede de você

  • Abrir mão da ideia de que existe um método que você não está conseguindo seguir
  • Estabilidade suficiente para a imperfeição parecer comum, e não assustadora
  • Aguentar outras famílias que têm muita certeza
  • Perceber quando o suficientemente bom virou, sem alarde, insuficiente, algo que nada na posição aponta para você
Lado a lado

Onde elas diferem

Parentalidade gentil é o marcador cheio, Suficientemente bom o vazado. A maior diferença primeiro.

G2As necessidades de quem contam
as necessidades da criança primeiro, sempreos adultos da casa também contam

Parentalidade gentil se inclina para “as necessidades da criança primeiro, sempre”; Suficientemente bom se inclina para “os adultos da casa também contam”.

C2Fôlegoo que a sua vida permite
funcionar no limiteter espaço para isso

Parentalidade gentil se inclina para “ter espaço para isso”; Suficientemente bom se inclina um pouco para “funcionar no limite”.

R2Comportamento ou sentimento
o que a criança fezo que está por trás disso

Parentalidade gentil se inclina claramente para “o que está por trás disso”; Suficientemente bom fica no meio.

D3Consequências
nenhuma consequência impostaa mesma consequência, toda vez

Parentalidade gentil se inclina para “nenhuma consequência imposta”; Suficientemente bom fica no meio.

R1Resposta ao choro e à aflição
deixar que a criança lide sozinhaacudir e acalmar na hora

Parentalidade gentil se inclina para “acudir e acalmar na hora”; Suficientemente bom fica no meio.

G1De onde vem a orientação
instinto e observaçãopesquisa, livros, um método com nome

Parentalidade gentil fica no meio; Suficientemente bom se inclina para “instinto e observação”.

D4Elogios e recompensas
descrever o que está alielogiar e recompensar à vontade

Parentalidade gentil se inclina um pouco para “descrever o que está ali”; Suficientemente bom fica no meio.

D2A palavra final
chegar a um acordo com a criançaos adultos definem e explicam

Parentalidade gentil se inclina para “chegar a um acordo com a criança”; Suficientemente bom fica no meio.

Onde elas concordam

Normalmente em mais coisas do que a discussão entre elas sugere.

  • Estrutura. As duas ficam no meio.
  • O quanto a semana é cheia. As duas se inclinam para “tempo livre, tédio não é problema”.
  • Fazer sozinho. As duas ficam no meio.
  • A constância possível. As duas ficam no meio.
  • Risco. As duas ficam no meio.
Perguntas frequentes

Parentalidade gentil ou Suficientemente bom: o que as pessoas perguntam

Parentalidade gentil é melhor que Suficientemente bom?
Nenhuma das duas é a correta. Parentalidade gentil e Suficientemente bom funcionam para as famílias com que combinam. Qual combina depende do que você valoriza e do que sua semana permite, e nada aqui vai dizer qual dessas coisas você deveria querer.
Qual é a principal diferença entre Parentalidade gentil e Suficientemente bom?
Principalmente uma coisa: “as necessidades de quem contam”. Parentalidade gentil se inclina para “as necessidades da criança primeiro, sempre”; Suficientemente bom se inclina para “os adultos da casa também contam”.
Qual pede mais de quem cuida: Parentalidade gentil ou Suficientemente bom?
Parentalidade gentil pede mais em “fôlego”. Isso é sobre encaixe, não sobre fazer errado: uma abordagem que pede mais do que sua semana tem é a que para de funcionar depois de quinze dias.

Nenhuma das duas é a correta

Qual combina depende do que você valoriza e do que a sua semana permite. A segunda parte é a que ninguém escreve. As perguntas consideram as duas.

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