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Pouca exigência, muito afeto

Afeto, disponibilidade e pouquíssimas regras impostas de cima.

Baumrind chamou isso de permissivo, palavra que virou sinônimo de fracasso em vez de nome de uma posição. Como posição, ela se sustenta: muito afeto, muita disponibilidade e uma resistência real a impor. Faz-se pedidos, não exigências, e quase tudo está aberto a conversa. É também a abordagem com as evidências mais claras contra ela entre todas aqui, no que diz respeito a comportamentos de agressividade e desafio, e isso é dito aqui em vez de escondido.

O que ela pede de você

Não o que ela promete

Cada abordagem aqui funciona para as famílias com quem combina. A pergunta útil é quanto custa levá-la no dia a dia.

  • Aceitar mais atrito no dia a dia, porque pouco está combinado de antemão
  • Manter o afeto firme quando muito pouco é pedido em troca
  • Olhar com honestidade para as evidências, que são menos favoráveis aqui do que em outras abordagens
  • Saber diferenciar isto de ter chegado ao limite, o que de fora parece igual

Como ela costuma ser mal entendida

Costuma ser descrita como falta de coragem, e não como escolha. Às vezes é. Às vezes é uma posição pensada sobre não forçar as crianças, e vale a pena distinguir as duas.

Ponto por ponto

Onde ela está

Cada posição com a fonte de onde foi lida. A faixa clara mostra quanto espaço a abordagem deixa. Uma faixa larga não é imprecisão; quer dizer que os livros desta família de abordagens discordam entre si nesse ponto.

R1Resposta ao choro e à aflição
deixar que a criança lide sozinhaacudir e acalmar na hora

Fonte: Current Patterns of Parental Authority

R2Comportamento ou sentimento
o que a criança fezo que está por trás disso

Fonte: Current Patterns of Parental Authority

R3Proximidade física
um espaço próprio, desde cedocolo, contato e dormir por perto

Fonte: Current Patterns of Parental Authority

D1Estrutura
levar o dia como ele vierum ritmo previsível e regras claras

Fonte: Current Patterns of Parental Authority

D2A palavra final
chegar a um acordo com a criançaos adultos definem e explicam

Fonte: Current Patterns of Parental Authority

D3Consequências
nenhuma consequência impostaa mesma consequência, toda vez

Fonte: Associations of Parenting Dimensions and Styles with Externalizing Problems

D4Elogios e recompensas
descrever o que está alielogiar e recompensar à vontade

Fonte: Current Patterns of Parental Authority

A1Fazer sozinho
fazer pela criança enquanto é pequenadeixar fazer mal feito, desde cedo

Fonte: Current Patterns of Parental Authority

A2Risco
tirar o perigo do caminhodeixar a criança enfrentar o perigo

Fonte: Current Patterns of Parental Authority

A3Expectativa
o ritmo da criança, sem pressãoexpectativas altas, e cobrança

Fonte: Current Patterns of Parental Authority

A4O quanto a semana é cheia
tempo livre, tédio não é problemaatividades, passeios, programas prontos

Fonte: Current Patterns of Parental Authority

G1De onde vem a orientação
instinto e observaçãopesquisa, livros, um método com nome

Fonte: Current Patterns of Parental Authority

G2As necessidades de quem contam
as necessidades da criança primeiro, sempreos adultos da casa também contam

Fonte: Socialization in the Context of the Family

C1A constância possívelo que a sua vida permite
varia — conforme o dia e quem está de plantãoa mesma linha, toda vez

Fonte: Current Patterns of Parental Authority

C2Fôlegoo que a sua vida permite
funcionar no limiteter espaço para isso

Fonte: Current Patterns of Parental Authority

Para ir além

O que ler

Comparada com

Fontes desta linha

  1. Current Patterns of Parental Authority

    Diana Baumrind, Developmental Psychology Monographs 4(1), 1971. A tipologia original de exigência × responsividade de onde saem as linhas do estilo autoritativo, autoritário e permissivo.

  2. Associations of Parenting Dimensions and Styles with Externalizing Problems

    Martin Pinquart, Developmental Psychology 53(5), 2017. Meta-análise de 1.435 estudos. Citada pelo que as evidências sustentam, nunca pelo que uma abordagem pede.

  3. Socialization in the Context of the Family

    Eleanor Maccoby e John Martin, em Handbook of Child Psychology vol. 4, 1983. Completa o esquema de Baumrind nos quatro quadrantes ao dividir o permissivo em indulgente e negligente.

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