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Suficientemente bom ou Pouca exigência, muito afeto?

Suficientemente bom: Imperfeito com regularidade, de propósito. Pouca exigência, muito afeto: Afeto, disponibilidade e pouquíssimas regras impostas de cima.

A diferença entre Suficientemente bom e Pouca exigência, muito afeto está quase toda em um ponto: “as necessidades de quem contam”. Suficientemente bom se inclina para “os adultos da casa também contam”; Pouca exigência, muito afeto se inclina para “as necessidades da criança primeiro, sempre”. Elas concordam, mais do que a maioria das pessoas imagina, em “comportamento ou sentimento”, “de onde vem a orientação” e “fôlego”. Nenhuma das duas é a correta. A seguir, o que cada uma pede de quem cuida, e onde a diferença aparece de verdade numa terça-feira qualquer.

A afirmação de Winnicott era que a mãe ou o pai suficientemente bom serve melhor a criança do que o perfeito. A falha comum, em doses pequenas que a criança aguenta, é como ela aprende que o mundo não se organiza em volta dela. Na prática, é a abordagem menos doutrinária aqui: você pega o que funciona, não segue um sistema, e aceita que boa parte do que faz vai ser mediano. Isso é o projeto, não a falha.

O que ela pede de você

  • Abrir mão da ideia de que existe um método que você não está conseguindo seguir
  • Estabilidade suficiente para a imperfeição parecer comum, e não assustadora
  • Aguentar outras famílias que têm muita certeza
  • Perceber quando o suficientemente bom virou, sem alarde, insuficiente, algo que nada na posição aponta para você

Baumrind chamou isso de permissivo, palavra que virou sinônimo de fracasso em vez de nome de uma posição. Como posição, ela se sustenta: muito afeto, muita disponibilidade e uma resistência real a impor. Faz-se pedidos, não exigências, e quase tudo está aberto a conversa. É também a abordagem com as evidências mais claras contra ela entre todas aqui, no que diz respeito a comportamentos de agressividade e desafio, e isso é dito aqui em vez de escondido.

O que ela pede de você

  • Aceitar mais atrito no dia a dia, porque pouco está combinado de antemão
  • Manter o afeto firme quando muito pouco é pedido em troca
  • Olhar com honestidade para as evidências, que são menos favoráveis aqui do que em outras abordagens
  • Saber diferenciar isto de ter chegado ao limite, o que de fora parece igual
Lado a lado

Onde elas diferem

Suficientemente bom é o marcador cheio, Pouca exigência, muito afeto o vazado. A maior diferença primeiro.

G2As necessidades de quem contam
as necessidades da criança primeiro, sempreos adultos da casa também contam

Suficientemente bom se inclina para “os adultos da casa também contam”; Pouca exigência, muito afeto se inclina para “as necessidades da criança primeiro, sempre”.

D3Consequências
nenhuma consequência impostaa mesma consequência, toda vez

Suficientemente bom fica no meio; Pouca exigência, muito afeto se inclina claramente para “nenhuma consequência imposta”.

D1Estrutura
levar o dia como ele vierum ritmo previsível e regras claras

Suficientemente bom fica no meio; Pouca exigência, muito afeto se inclina para “levar o dia como ele vier”.

D2A palavra final
chegar a um acordo com a criançaos adultos definem e explicam

Suficientemente bom fica no meio; Pouca exigência, muito afeto se inclina para “chegar a um acordo com a criança”.

R1Resposta ao choro e à aflição
deixar que a criança lide sozinhaacudir e acalmar na hora

Suficientemente bom fica no meio; Pouca exigência, muito afeto se inclina para “acudir e acalmar na hora”.

C1A constância possívelo que a sua vida permite
varia — conforme o dia e quem está de plantãoa mesma linha, toda vez

Suficientemente bom se inclina um pouco para “varia — conforme o dia e quem está de plantão”; Pouca exigência, muito afeto se inclina para “varia — conforme o dia e quem está de plantão”.

Onde elas concordam

Normalmente em mais coisas do que a discussão entre elas sugere.

  • Comportamento ou sentimento. As duas ficam no meio.
  • De onde vem a orientação. As duas se inclinam para “instinto e observação”.
  • Fôlego. As duas se inclinam um pouco para “funcionar no limite”.
  • Proximidade física. As duas ficam no meio.
  • Risco. As duas ficam no meio.
  • O quanto a semana é cheia. As duas se inclinam um pouco para “tempo livre, tédio não é problema”.
Perguntas frequentes

Suficientemente bom ou Pouca exigência, muito afeto: o que as pessoas perguntam

Suficientemente bom é melhor que Pouca exigência, muito afeto?
Nenhuma das duas é a correta. Suficientemente bom e Pouca exigência, muito afeto funcionam para as famílias com que combinam. Qual combina depende do que você valoriza e do que sua semana permite, e nada aqui vai dizer qual dessas coisas você deveria querer.
Qual é a principal diferença entre Suficientemente bom e Pouca exigência, muito afeto?
Principalmente uma coisa: “as necessidades de quem contam”. Suficientemente bom se inclina para “os adultos da casa também contam”; Pouca exigência, muito afeto se inclina para “as necessidades da criança primeiro, sempre”.
Qual pede mais de quem cuida: Suficientemente bom ou Pouca exigência, muito afeto?
Suficientemente bom pede mais em “a constância possível”. Isso é sobre encaixe, não sobre fazer errado: uma abordagem que pede mais do que sua semana tem é a que para de funcionar depois de quinze dias.

Nenhuma das duas é a correta

Qual combina depende do que você valoriza e do que a sua semana permite. A segunda parte é a que ninguém escreve. As perguntas consideram as duas.

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